Efemerides...
Neste ano de dois mil e treze, em
varias cidades do país, o povo marchou unido, pelas ruas, praças e avenidas, em
direção à beira onde estavam as
autoridades políticas deste país, com faixas, cartazes e dizeres contento
lamentos e avisando que quer mudanças em quase todos os setores da vida
nacional. De tantos malfeitos, arrogâncias e disparates, o povo já não
agüentava mais tanta enganação,
desperdício, corrupção e ladroeira. Nenhuma autoridade foi de encontro a
multidão. Não perceberam que eram irmãos, nascidos no mesmo chão, falando a
mesma língua. O que destoava eram os caminhos percorridos, diametralmente
opostos. Temeram e tremeram por suas vidas! Entre a multidão que reivindicava,
uma outra multidão que garantia, revidava e agredia. Paus e pedras contra
bombas, gás e tiros. Muitos feridos, sangue derramado pelo bem da pátria, em
ambos os lados. Soldados que passavam as mesmas privações escritas nos cartazes
e faixas. Agrediram irmãos de sangue e suor. Nenhuma autoridade ferida todos ilesos
para o bem do Brasil. Dias depois vamos conversar. Acenaram com uma reforma lá
do fundo do baú. Há mais de uma geração
já vinha sendo pedida. 90% dos jovens já tinham ouvido dos pais a necessidade
de uma reforma política, É preciso agora ver como e qual é a reforma que irão
propor. Se haverá tempo suficiente para aparar arestas que certamente
aparecerão. Será um engodo disfarçado de coisa séria ou como várias atitudes
governamentais? Durante todo o tempo todas autoridades revelavam que não tinha
nada a ver com o acontecido. Estavam aparentemente em estado de choque!
Acordaram com a reforma na mão. No calendário uma Copa barrando o direito do
cidadão de ir e vir como manda a Constituição.Parece um filme que marcou minha
infância: “Sem novidades no front”tirado de um livro de Eric Maria Remarque.