A deseducação
Como
aquela” luz no fim do túnel”, o Senador Sergio Souza (PMDB-PR), preocupado com
a formação da cidadania e a formação e dos estudantes brasileiros, conseguiu
aprovar um projeto de Lei que inclui, Moral e Ética nos currículos escolares.
Difícil é entender como deixaram passar tal
“aberração pedagógica”. Na ótica das maiorias que compõem o “nosso” Congresso,
qualquer melhoria do ensino é assunto complicado. Para alguns Partidos, é
tenebroso!Formar um cidadão com moral e ética corre na contramão do que foi
elaborado lá dentro do Ministério.Por isso, o Senador vai perder!Infelizmente!
Desde
a demissão (por telefone) do Senador Cristovam Buarque, as entranhas do
Ministério “viraram pelo avesso”. A troca de Ministro foi necessária para não
atrapalhar o projeto de destruição e desmonte da Educação, a ser executado
pelos escalões subalternos que ocuparam e tomaram as rédeas da ”mova” escola.
Ministro passou a ser cargo decorativo. Haddad e Mercadante são exemplos.
Cumpridores de ordens! Vivência, empatia,
magia e o deslumbramento da sala de aula, nenhum deles conheceu (nem o núcleo
montado no MEC). As falcatruas e
proselitismos dos ENEMs, ocorridas em todas edições; as cartilhas, ( abomináveis) de como ser Gay e de falar
errado, são exemplos da contra-cultura instalada com o objetivo de destruir ou
adequar a Educação uma nova filosofia da enganação! A valorização proritária
das matérias ditas exatas, mereceu destaque, pois não interferem, diretamente, no exercício da formação da cidadania.
As
Diretrizes de Ensino, do novo padrão, objetivaram prioritariamente à obediência
e a dependência do educando, principalmente numa das pontas do sistema. Sem o
ENEM a faculdade será particular!A decadência foi visível e propositada. É quase
uma Educação Estatal! Oferecida e permitida sem a preocupação com as diversas
tendências políticas e sociais,
A
decadência é visível nos três segmentos. Produto de segunda categoria, o ensino
oficial é aquele que todos merecem ter, ”sobrou” para a Escola particular. Para mascarar resultados (eles são “expert”
nisso), inserem no “ranking” uma ou outra longínqua Escola Municipal ou
Estadual, onde todas as carências e o esforço de super-professores alcançam
índices memoráveis de ensino. Muito lentamente se fala da Pré-escola- setor mais importante que todos os
outros segmentos. É muito complexo e temeroso politizar crianças de 3 aos 7
anos! Aí, a família estrila! Mas é justamente nessa faixa etária que se inicia a grande transformação. Na mão
das equipes que habitam as salas sombrias de Brasília, a coisa está mais para
Nosferatu do que para Branca de Neve. Quase nada mudará...
A
formação do educando passa pela atuação exemplar de excelentes Professores e
profissionais da educação. È difícil despir as vestimentas filosóficas, políticas, religiosas e os preconceitos que
cada uma carrega. Somente o Professor sabe medir esses parâmetros e, quando
entra numa sala de aula, deixa lá fora todas as mazelas (que por acaso ou
vontade anexou) respeitando as diferenças. Lá dentro começa a magia! Querer formar um quadro de pedagogos, com essa
ou aquela doutrina, para levar à sala de aula, só em regimes fechados! Forjar o
aluno para o exercício de uma profissão, da liberdade e igualdade, capaz de
melhorar as condições sociais de um povo, acredito ser a grande missão do
magistério. Entretanto, ganhando o que ganha, é dose, aliás, overdose.