Jogando para Arquibancada
Daqui
“pra” frente, iremos presenciar inúmeras operações da Polícia Federal. Uma,
atrás da outra. Acusados em fila indiana entrando na cadeia, algemados e
tapando a cara! Não sei bem a origem desse ritual de tapar a cara quando é
preso! Vergonha? Permanecer incógnito? Esconder da família e de amigos? Ou será
arrependimento de ter entrado numa fria apesar de avisado? Parece que o fato mais importante
não é cogitado. Saber se é mau caráter, perverso, recalcado, viciado ou coisa
ruim, ninguém fala. Minha avó dizia: mal inclinado!. Será que a má índole não
existe?. Gostar de ser marginal é confundido com a necessidade de ser marginal
(como se fosse obrigação!). O criminoso, na mente dos menos aquinhoados de
saber, tornou-se uma vítima da sociedade! O resultado dessas firulas
socialescas- ameniza, mas não impede. Fato é que nossas prisões estão
abarrotadas. A Justiça morosa contribui para que, pilhas e pilhas de processos, durmam em berço esplendido nos gabinetes. Falta mais informática. São kafkianos até a raiz dos
cabelos. Um dia melhora. O julgamento dos réus do mensalão, já deu uma palinha.
Como disse o porta- voz da Presidência: “não jogamos nada para debaixo do
tapete como anteriormente se fazia”. Esqueceu de complementar que : “as
operações só não serão realizadas, se houver envolvimento de alguém (de peso)
do Partido. Por isso a nossa briosa Polícia Federal, daqui pra frente, estará
sempre nas páginas dos jornais. Um dia, prendendo e no outro, soltando. Deve
ser revoltante para nossos agentes, mas em se tratando de Segurança Nacional, o
certo é calar a boca, diante das “ordens” trazidas, por todos aqueles animais
que habitam o cerrado brasileiro: bicudos, sanhaços, tamanduás, antas, onça
pintada, pacas, capivaras e tatus - todos nossos patrícios e compatriotas...
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