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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


A deseducação

Como aquela” luz no fim do túnel”, o Senador Sergio Souza (PMDB-PR), preocupado com a formação da cidadania e a formação e dos estudantes brasileiros, conseguiu aprovar um projeto de Lei que inclui, Moral e Ética nos currículos escolares.
 Difícil é entender como deixaram passar tal “aberração pedagógica”. Na ótica das maiorias que compõem o “nosso” Congresso, qualquer melhoria do ensino é assunto complicado. Para alguns Partidos, é tenebroso!Formar um cidadão com moral e ética corre na contramão do que foi elaborado lá dentro do Ministério.Por isso, o Senador vai perder!Infelizmente!
Desde a demissão (por telefone) do Senador Cristovam Buarque, as entranhas do Ministério “viraram pelo avesso”. A troca de Ministro foi necessária para não atrapalhar o projeto de destruição e desmonte da Educação, a ser executado pelos escalões subalternos que ocuparam e tomaram as rédeas da ”mova” escola. Ministro passou a ser cargo decorativo. Haddad e Mercadante são exemplos. Cumpridores de ordens! Vivência,  empatia, magia e o deslumbramento da sala de aula, nenhum deles conheceu (nem o núcleo montado no  MEC). As falcatruas e proselitismos dos ENEMs, ocorridas em todas edições; as cartilhas,  ( abomináveis) de como ser Gay e de falar errado, são exemplos da contra-cultura instalada com o objetivo de destruir ou adequar a Educação uma nova filosofia da enganação! A valorização proritária das matérias ditas exatas, mereceu destaque, pois não interferem, diretamente,  no exercício da formação da cidadania.
As Diretrizes de Ensino, do novo padrão, objetivaram prioritariamente à obediência e a dependência do educando, principalmente numa das pontas do sistema. Sem o ENEM a faculdade será particular!A decadência foi visível e propositada. É quase uma Educação Estatal! Oferecida e permitida sem a preocupação com as diversas tendências políticas e sociais,
A decadência é visível nos três segmentos. Produto de segunda categoria, o ensino oficial é aquele que todos merecem ter, ”sobrou” para a Escola particular.  Para mascarar resultados (eles são “expert” nisso), inserem no “ranking” uma ou outra longínqua Escola Municipal ou Estadual, onde todas as carências e o esforço de super-professores alcançam índices memoráveis de ensino. Muito lentamente se fala da Pré-escola-        setor mais importante que todos os outros segmentos. É muito complexo e temeroso politizar crianças de 3 aos 7 anos! Aí, a família estrila! Mas é justamente nessa faixa etária  que se inicia a grande transformação. Na mão das equipes que habitam as salas sombrias de Brasília, a coisa está mais para Nosferatu do que para Branca de Neve. Quase nada mudará...
A formação do educando passa pela atuação exemplar de excelentes Professores e profissionais da educação. È difícil despir as vestimentas filosóficas,  políticas, religiosas e os preconceitos que cada uma carrega. Somente o Professor sabe medir esses parâmetros e, quando entra numa sala de aula, deixa lá fora todas as mazelas (que por acaso ou vontade anexou) respeitando as diferenças. Lá dentro começa a magia!  Querer formar um quadro de pedagogos, com essa ou aquela doutrina, para levar à sala de aula, só em regimes fechados! Forjar o aluno para o exercício de uma profissão, da liberdade e igualdade, capaz de melhorar as condições sociais de um povo, acredito ser a grande missão do magistério. Entretanto, ganhando o que ganha, é dose, aliás, overdose.

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