Novo ministro
Como brasileiro, nacionalista,
verde e amarelo até a raiz do cabelo, desejando ver e viver naquele país
maravilhoso que meu pai sempre falava: menino este é o país do futuro!” Anos
após anos, vinha-mos, lá do interior de Minas, para assistir a parada de 7 de
setembro, equilibrando num caixote, na Presidente Vargas. Era a ditadura Vargas
mas ninguém se importava. Tanta água passou na minha vida. Límpidas e
cristalinas, as vezes turvas e malcheirosas e até fétidas de tanta podridão que
presenciei na nossa política tupiniquim. A hierarquia de valores hoje em voga me entristece. Existe uma
inversão total do que é certo ou politicamente correto ou total bandalheira de
caráter duvidoso, se fundem formando algo abjeto, impenetrável e misterioso. O
que vale para um, já não serve para outro. Voltamos a uma espécie de escravidão
de aspirações e de direitos. Os anseios da maioria do povo não são cogitados
por quem comanda. “Tenho passado com você - um martírio sem igual” no dizer do samba. Existe governo mas não comunga
com todos. Só presta um lado, uma idéia e um ideal, mesmo se não vislumbre
qualquer afinidade ou tendências, o
misterioso é para todos e as benesses só para alguns. Governo para um lado e
grande parte do povo fora da rota perseguida pelo poder. Neste emaranhado de
insanidades políticas “a nave vá”
Um novo Ministro foi indicado
(até quando?).Muito mais da metade dos brasileiros, não contemplados mas
autênticos, estão torcendo para que Sua Excelência não perca um só fio da
hombridade, honestidade, retidão de caráter que por certo marcou toda sua vida
profissional. Parabéns novo Ministro. Meu pai tinha razão, este país é fora de série,
os lá de fora, é que querem estraga-lo!
Cartas@oglo.com.br não publicou
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