Educação
A toda hora, principalmente
agora, com as eleições já marcadas, insistem em afirmar que houve uma grande
mobilidade escolar nas classes menos privilegiadas ao acesso à Escola.
Apresentam como alavanca o Bolsa Família! Será verdade? Já nos anos 60 os
alunos do Colégio Militar, mais 70% residiam na zona sul e Tijuca. Já naquela
época inicia a grande migração que hoje inverteu totalmente as origens. 70% residem do Méier
para cima. O mesmo ocorreu no Instituto de Educação. Manteve estável o Colégio
Pedro II devido sua expansão tanto para a zona sul como para a zona norte e até
Niterói. O ensino superior na mesma fase ocorre a expansão das faculdades
particulares e a zona norte é contemplada. Na excelente entrevista no O Globo o
educador Richard Murnane aponta alguns países que pretende desenvolver
políticas educacionais visando a melhoria e criando mais oportunidades em
relação ao mercado de trabalho.Como exemplos de esforços no sentido de
melhorias pedagógicas cita a Coréia do Sul,Finlândia e Colômbia. Aqui
insistimos no Bolsa família tão acanhado (e atrás de votos) que os resultados
apresentados perdem-se no turbulento crescimento demográfico brasileiro.
É hora ou já passou da hora esse
Ministério da Educação parar de tentar padronizar em Educação, num país de
múltiplas culturas, vivências, ideais e
poucas expectativas de sucesso profissional. Pseudos educadores do MEC enterraram Paulo Freire!Sinto pena de todos os
jovens brasileiros obrigados a fazer o ENEM para conquista de um lugar ao sol.
Um ENEM que nada acrescenta no saber dos jovens. Distorcido, as vezes ,fazendo proselitismo a favor do governo!Repito as palavras sábias de Pondé: “Uma das maiores
besteiras em educação é dizer que todos os alunos são iguais em capacidade de
produzir e receber conhecimento.”
É verdade professor! Muito triste o (des)caminho da educação brasileira.
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