IBGE
Era um dos órgãos mais sérios do
Governo Federal. Dividido em conselhos: de Geografia e Estatística,
apresentava em seus trabalhos de pesquisa números exatos dos acontecimentos
sociais do país. A Geografia era crítica e acusava qualquer tipo de destruição
do meio-ambiente. Todos geógrafos e estatísticos publicavam verdadeiros
tratados cientificamente elaborados dentro de padrões internacionais. O IBGE
era consultado e ouvido por todos interessados em saber como estamos. Nos anos
de chumbo teve a primeira queda. A Geografia tornou-se quantitativa e não mais
ambiental e a Estatística foi servir de palco para ao criação do IPEA. Nos
últimos 10 anos tornou-se um divulgador de falsidades ou de números que trazem
alguma propaganda positiva para o governo. Dados como escolaridade, índice de
natalidade, renda per capita, são escamoteados para dar uma nova impressão. (aquisição de utilidades domésticas por exemplo!) ou
mascarar uma realidade. A Geografia quase nem se fala mais, apontava os erros,
as desvirtuações ambientais e sociais existentes. Até hoje criticam alguma
defesa ambiental atrapalhando alguma obra. Mas para surpresa de todos nós o
IBGE inventou recentemente, uma nova nomenclatura técnica para definir tipos e formas de
aglomerados urbanos carentes. Favelas
passam a ser denominado de “aglomerado
subnormal”que se divide em: favelas, invasões, comunidade,vilas, mocambo
ressacas!???Divulga disfarçadamente a nossa miséria e da a entender, para os
menos esclarecidos, uma ideia de diluir, na paisagem, o que temos de mais
dramático, e volumoso porém permanente, pois de lá é que saem os votos. O significada das palavras: fome. miséria e pobreza já sustentaram 9 mandatos! Tornou-se politicamente correto mantê-las!
É verdade, o IBGE não mais nos representa. Basta lembrar de notícias recentes na mídia dizendo que 65% dos moradores das comunidades/favelas são classe média. Só nesse país de governo enganoso! Onde já se viu morador de favela ser classe média.!!??
ResponderExcluir