HORÁRIO POLÍTICO NA TV
Naquele
tempo não havia TV, e urna eletrônica, nem se imaginava.Os candidatos
espalhavam faixas, distribuíam santinhos ou cédulas com nome seu respectivo número e partido.Por toda a
cidade, um mar dessas coisas, faixas nas janelas, nos postes, nos monumentos ou
cédulas jogadas na rua! Após as eleições os garis recolhiam toneladas e mais
toneladas de papel, metros e metros de pano pintado.O rádio falava alguma coisa
sobre os candidatos, mas era pouca programação. O candidato, quase sozinho,
percorria as ruas, fazendo contato direto com o eleitor.Um ou outro alto-falante gritava seus nomes, Partidos e suas
plataformas.Já existiam vários Partidos:
grandes, médios, pequenos e insignificantes dependendo dos candidatos. Na
cabeça dos políticos pairava a idéia da pluralidade partidária como baluarte da
democracia, como se fosse uma verdade universal e cristalina. Anos decorridos,
verificou-se que não era bem assim. Todos os candidatos prometiam coisas!(possíveis
ou impossíveis e até invisíveis!)Vou fazer isso e aquilo! lutar por isso ou
aquilo! Após o chavão “se eu for eleito’’.Fotos com criancinhas no colo eram
obrigatórias.As promessas obedeciam uma hierarquia escalonadas entre
municipais, estaduais e nacionais e algumas, internacionais(as dos candidatos à
presidência). A demagogia predominava quase 100% e as tendências ultra variadas
iam desde Tio Sam até Lênin passando, é claro, pelos ex-líderes europeus de
triste lembrança. A direita e a esquerda nasciam e engatinhavam pois, ninguém,
de fato, sabia o que representava aquilo, a não ser pelas mãos!O nacionalismo,
o entreguismo, o anti-isso e o anti-aquilo eram bradados aos quatro ventos. Os
compositores cantavam:“botaram uma bica lá no morro, eu quase morri de emoção”
ou “daqui eu não saio não” criticando,rebatendo ou opinando sobre a demagogia desenfreada.Quase todos gritavam por
reformas que nunca fizeram. Eleitos,
viravam as costas para o povo, subiam as escadarias das Assembléias ou, mais
tarde, voavam para Brasília.Transfiguravam tal como “o médico e o monstro”As
enganações na época, geograficamente falando, eram, no máximo, estaduais e, as
vezes, regionais nunca nacionais! A roubalheira velada, (quase ninguém tomava conhecimento) embora a mídia da
época estampava os escândalos nos jornais. O “rouba mas faz” acabou surgindo e
aceito como forma de governar! Não era como hoje que a corrupção é documentada, registrada em cartório e abrange
todo o Território Nacional!Antigamente roubavam cruzeiros,hoje, bota milhões de
reais nisso!O tempo passou, às vezes cinzento e outras vezes cor de chumbo ou
amarelado, mas nunca cor-de-rosa. A política virou coisa suja. -praticada por
bandidos, ladrões e marginais em geral.São raras as exceções (que até existem).Voto
virou moeda de troca.
E
com o advento da TV como ficou?
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