O caminho da droga ou nada
melhor que um povo idiota...
Não
é preciso ser um geopolítico como Therezinha de Castro, ou um renomado geógrafo como Milton Santos,
ou até mesmo um camelô vendendo coisas no
Largo da Carioca, para saber que nossas fronteiras representam a grande porta
de entrada, da pasta de cocaína e da maconha, que desembarcam no território
brasileiro. Despovoada, desprotegida, a linha de fronteira não oferece nenhum
obstáculo aos tradicionais produtores do Mercosul.Qualquer cidadão analfabeto(e
temos muitos!) sabe que vários países, andinos ou chaquenhos, são produtores de
pasta de coca e maconha, e que não consomem nem 0,1% da produção. Qualquer
tropeiro e até sua madrinha, sabem que aqueles
países, são nossos “amigos”(mui amigo!). Alguns, fortemente ligados ao Brasil através
de laços políticos; uns menos, outros, ideológicos-
demais! Mesmo um pequeno agricultor meieiro, sedento do sertão nordestino, sabe
que, cada vez mais,brasileiros entram para o rol de viciados,e que a cada ano
que passa, diminui a faixa etária dos usuários!Qualquer menino de rua,
engraxate, sabe que várias gerações de jovens consumiram, e continuam
consumindo drogas, vindas daqueles países. Qualquer catador de papel e papelão
da cidade sabe da existência de uma infinidade de locais preparados para consumo: festa “have’, bailes e baladas noturnas,boates etc.etc. Qualquer
faxineira diarista, sabe e já presenciou, nas casas onde trabalhou, a perda
de parentes para o tráfico.
Esse quadro, entretanto, há muito tempo, vem
sendo presenciado pelos governos. Autoridades federais, estaduais e municipais,
completamente inertes e, em alguns casos, comprometidas com o processo de
alienação política e mental de grande
parte do povo jovem, apenas contemplaram,
por décadas, o drama!. Políticas públicas de recuperação existem, mas não têm
respaldo em códigos ou estatutos legais. É um entra e sai de viciado que quase nada resolve quando se tenta a
recuperação.
Em outubro de 2004 o Congresso aprovou a Lei do
Abate.Em 05-06-2007 um avião da FAB interceptou, vindo da Bolívia, um
monomotor. Fez contato e avisou qual rota deveria seguir,conforme reza a Lei. O piloto não atendeu e o nosso
caça disparou uma rajada de advertência(também previsto em Lei). O avião
conseguiu descer numa estrada realizando um pouso perfeito. Piloto e comparsa
ilesos fugiram e chegar em uma pequena cidade onde foram presos.No avião havia
quase 200 quilos de pasta de coca. O relato acima pode ser visto na internet.
Daquela data até ontem, nunca mais se ouviu falar em abate de aviões
clandestinos invadindo o espaço aéreo brasileiro. Será que o tráfico é tão
obediente assim? Ou alguém deve ter dito para não mais perseguir ou abater
aviões clandestinos!? Com isso, continua escancarada a entrada dos produtos( para
aflição de uns e a alegria de muitos), principalmente, aqueles que querem ver o
declínio moral e mental dos nossos jovens. Entretanto, tal Lei, tecnicamente
perfeita, foi contestada pelos rábulas da nação e não vingou. Feria vários
artigos da Constituição do seu Ulisses(apelidada de Constituição perna aberta),
e hoje pouco se fala na Lei do Abate que foi abatida de vez. O panorama que se
vê, cada vez mais aumenta o consumo de
cocaína, de maconha, de comprimidos e agora, do crak( e também do fumo, álcool
e centenas de produtos farmacêuticos). Que faz a Anvisa?
A
prisão de um chefe do tráfico, tão badalada pela mídia ,nada representa para o macro
sistema de refino e distribuição. Trata-se apenas de um “mequetrefe”(no dizer
de um advogado que teima em transformar uma ré do mensalão em Virgem Maria ). Seria
bom, no caso, de se querer mesmo
reprimir, ressuscitar a Lei do Abate, e
aplicá-la com rigor e seriedade.É necessário também uma política pública
totalmente voltada para o combate às drogas.Mas...
Aqui
na Pindorama Desvairada, as autoridades inventaram a fixação das UPP nos morros
cariocas, com o intuito de espantar os soldados, os chefe de boca e os gerentes
do tráfico!Aparentemente, a grande venda e o domínio territorial dos bandidos
foi quebrado. Entretanto, a velocidade de reorganização dos esquemas
geográficos, do comércio é tão vertiginosa que continua, por outras formas e
maneiras, com a comercialização.Já
entregam a domicílio!Qualquer dia SEDEX! Tentando se escamotear ou se esconder
ou até não querer se revelar viciado, os consumidores de drogas surgem no
pedaço como verdadeiros Príncipes, blindados por Leis, que os isentam de qualquer
coisa!Nem mesmo é cogitada análise dos antecedentes que causaram o vício. Nada pode
ser averiguado. Existe, ainda, uma forte corrente de figurões (em vários
setores da nossa sociedade), favoráveis à liberação- aqui designados como “os coveiros de uma Nação”. O contingente
de viciados é muito grande, milhões de indivíduos que se negam a pensar, criticar, protestar ou até
se recuperar. Representam numerosos contingentes eleitorais, cobiçados pelas bandas podres da nossa politicalha.
Alienados ou afastados do enredo político nacional, tornam-se um alvo fixo e
fácil dos partidos. Somando tudo isso, e paralelamente, a depredação dos
sistemas educacionais e de saúde pública, restam apenas,para o povo brasileiro,
muitas rezas, orações e obrigações capazes de espantar essa gente que pensa serem donos do Brasil...
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