Entregue sua arma e assista uma partida de futebol!!!

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sábado, 11 de agosto de 2012





O caminho da droga ou nada melhor que um povo idiota...


Não é preciso ser um geopolítico como Therezinha de Castro,  ou um renomado geógrafo como Milton Santos, ou até mesmo um camelô vendendo coisas  no Largo da Carioca, para saber que nossas fronteiras representam a grande porta de entrada, da pasta de cocaína e da maconha, que desembarcam no território brasileiro. Despovoada, desprotegida, a linha de fronteira não oferece nenhum obstáculo aos tradicionais produtores do Mercosul.Qualquer cidadão analfabeto(e temos muitos!) sabe que vários países, andinos ou chaquenhos, são produtores de pasta de coca e maconha, e que não consomem nem 0,1% da produção. Qualquer tropeiro e até sua madrinha, sabem  que aqueles países, são nossos “amigos”(mui amigo!).  Alguns, fortemente ligados ao Brasil através de laços políticos; uns menos,  outros, ideológicos- demais! Mesmo um pequeno agricultor meieiro, sedento do sertão nordestino, sabe que, cada vez mais,brasileiros entram para o rol de viciados,e que a cada ano que passa, diminui a faixa etária dos usuários!Qualquer menino de rua, engraxate, sabe que várias gerações de jovens consumiram, e continuam consumindo drogas, vindas daqueles países. Qualquer catador de papel e papelão da cidade sabe da existência de uma infinidade de locais  preparados para consumo: festa “have’, bailes  e baladas noturnas,boates etc.etc. Qualquer faxineira diarista, sabe e já presenciou, nas casas onde trabalhou,  a perda  de parentes para o tráfico.

 Esse quadro, entretanto, há muito tempo, vem sendo presenciado pelos governos. Autoridades federais, estaduais e municipais, completamente inertes e, em alguns casos, comprometidas com o processo de alienação política e mental  de grande parte do povo jovem, apenas contemplaram, por décadas, o drama!. Políticas públicas de recuperação existem, mas não têm respaldo em códigos ou estatutos legais. É um entra e sai de viciado  que quase nada resolve quando se tenta a recuperação.
 Em  outubro de 2004 o Congresso aprovou a Lei do Abate.Em 05-06-2007 um avião da FAB interceptou, vindo da Bolívia, um monomotor. Fez contato e avisou qual rota deveria seguir,conforme  reza a Lei. O piloto não atendeu e o nosso caça disparou uma rajada de advertência(também previsto em Lei). O avião conseguiu descer numa estrada realizando um pouso perfeito. Piloto e comparsa ilesos fugiram e chegar em uma pequena cidade onde foram presos.No avião havia quase 200 quilos de pasta de coca. O relato acima pode ser visto na internet. Daquela data até ontem, nunca mais se ouviu falar em abate de aviões clandestinos invadindo o espaço aéreo brasileiro. Será que o tráfico é tão obediente assim? Ou alguém deve ter dito para não mais perseguir ou abater aviões clandestinos!? Com isso, continua escancarada a entrada dos produtos( para aflição de uns e a alegria de muitos), principalmente, aqueles que querem ver o declínio moral e mental dos nossos jovens. Entretanto, tal Lei, tecnicamente perfeita, foi contestada pelos rábulas da nação e não vingou. Feria vários artigos da Constituição do seu Ulisses(apelidada de Constituição perna aberta), e hoje pouco se fala na Lei do Abate que foi abatida de vez. O panorama que se vê,  cada vez mais aumenta o consumo de cocaína, de maconha, de comprimidos e agora, do crak( e também do fumo, álcool e centenas de produtos farmacêuticos). Que faz a Anvisa?
A prisão de um chefe do tráfico, tão badalada pela mídia ,nada representa para o macro sistema de refino e distribuição. Trata-se apenas de um “mequetrefe”(no dizer de um advogado que teima em transformar uma ré do mensalão em Virgem Maria). Seria bom, no caso, de se  querer mesmo reprimir, ressuscitar  a Lei do Abate, e aplicá-la com rigor e seriedade.É necessário também uma política pública totalmente voltada para o combate às drogas.Mas...

Aqui na Pindorama Desvairada, as autoridades inventaram a fixação das UPP nos morros cariocas, com o intuito de espantar os soldados, os chefe de boca e os gerentes do tráfico!Aparentemente, a grande venda e o domínio territorial dos bandidos foi quebrado. Entretanto, a velocidade de reorganização dos esquemas geográficos, do comércio é tão vertiginosa que continua, por outras formas e maneiras, com  a comercialização.Já entregam a domicílio!Qualquer dia SEDEX! Tentando se escamotear ou se esconder ou até não querer se revelar viciado, os consumidores de drogas surgem no pedaço como verdadeiros Príncipes, blindados por Leis, que os isentam de qualquer coisa!Nem mesmo é cogitada análise dos antecedentes que causaram o vício. Nada pode ser averiguado. Existe, ainda, uma forte corrente de figurões (em vários setores da nossa sociedade), favoráveis à liberação- aqui designados  como “os coveiros de uma Nação”. O contingente de viciados é muito grande, milhões de   indivíduos que  se negam a pensar, criticar, protestar ou até se recuperar. Representam numerosos contingentes eleitorais,  cobiçados pelas bandas podres da nossa politicalha. Alienados ou afastados do enredo político nacional, tornam-se um alvo fixo e fácil dos partidos. Somando tudo isso, e paralelamente, a depredação dos sistemas educacionais e de saúde pública, restam apenas,para o povo brasileiro, muitas rezas, orações e obrigações capazes de espantar essa gente  que pensa serem donos do Brasil...  

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